O AVC – Acidente Vascular Cerebral –, também conhecido como derrame, é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. Mas o Dr. Eduardo Carabetta – médico neurologista – aponta que muitas de suas sequelas podem ser evitadas se o tratamento for instituído o mais rápido possível, promovendo, desse modo, uma boa recuperação a longo prazo. 

Com isso em vista, o Dr. Eduardo ensina um jeito fácil de lembrar os principais sintomas, o SAMU: “S de Sorriso torto – pedimos para a pessoa sorrir e, se um dos lados do rosto não se mexer, é um sinal de alerta; A de Alteração na força – pedimos para a pessoa levantar os dois braços e, se um deles cair ou não responder, pode ser um AVC; M de Mensagem embolada – referente à dificuldade para falar ou entender o que falam, o que também pode ser um sintoma; e U de Urgência – ou seja, quando se nota um desses sinais, deve-se ligar imediatamente para a emergência.”. 

O Dr. Eduardo explica que o AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido. “Desse modo, a região fica desabastecida de oxigênio e nutrientes e, por isso, seus neurônios começam a morrer rapidamente.”. Sendo assim, alguns fatores de risco estão intimamente relacionados ao AVC. Entre eles, destacam-se a hipertensão arterial, sendo que a pressão alta descontrolada é um dos principais vilões; diabetes mellitus e colesterol alto, que aumentam o risco de entupimento das artérias; tabagismo e álcool em excesso, que prejudicam a circulação sanguínea; sedentarismo e obesidade. 

O Dr. Eduardo aponta que existem basicamente dois tipos de AVC: “o isquêmico, que é o mais comum e que decorre da obstrução de uma artéria, geralmente por um coágulo; e o hemorrágico, que ocorre quando um vaso sanguíneo do cérebro se rompe, causando o sangramento”. Quanto aos tratamentos, para o AVC isquêmico, há um procedimento médico que pode ajudar na retirada do coágulo e na redução das sequelas, o qual pode ser feito através da administração de um medicamento chamado trombolítico ou, eventualmente, de modo mecânico, através de um exame chamado arteriografia, semelhante ao cateterismo, o qual, no entanto – como salienta o Dr. Eduardo –, precisa ser feito logo nas primeiras horas do início dos sintomas. Por sua vez, para o AVC hemorrágico, pode ser necessária a cirurgia para drenar o sangramento. “Por isso – frisa o Dr. Eduardo –, o tratamento imediato faz toda a diferença.”

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