Como nota o Dr. Eduardo Carabetta – médico neurologista –, o sono é essencial para a saúde, mas muitas pessoas sofrem com distúrbios do sono, os quais podem afetar o cérebro e o corpo.
A insônia é o mais frequente desses distúrbios. Caracteriza-se por dificuldade para adormecer, por despertares frequentes durante a noite ou por acordar muito cedo e não conseguir voltar a dormir. Se acontece ocasionalmente, pode ser apenas um reflexo de estresse. Mas, quando o sintoma se torna crônico, pode causar alterações de humor, de concentração e até mesmo aumentar o risco de problemas cardiovasculares.
Abaixo, o Dr. Eduardo descreve em linhas gerais outros distúrbios do sono que valem ser mencionados:
A apneia do sono é uma doença caracterizada pelo ronco muito alto e por pausas na respiração, levando o cérebro a vários microdespertares e resultando num sono fragmentado e no cansaço durante o dia. “É – como alerta o Dr. Eduardo – um problema sério, que pode inclusive aumentar o risco de hipertensão arterial e de AVC.”.
A síndrome das pernas inquietas é uma sensação de desconforto nas pernas, que piora à noite e melhora com o movimento. Essa sensação pode atrapalhar o início do sono e levar à insônia crônica.
Já os distúrbios do ritmo circadiano estão ligados a situações em que o relógio biológico fica desregulado, podendo atrapalhar o sono. O Dr. Eduardo observa que tais situações são comuns entre trabalhadores noturnos e pessoas que passam tempo demais no celular antes de dormir.
De outra parte, ocorre a algumas pessoas realizarem atividades enquanto dormem e não se lembrarem disso depois, o que caracteriza o sonambulismo.
Por sua vez, a paralisia do sono ocorre quando a pessoa acorda, mas não consegue se mover por alguns segundos, podendo sentir angústia ou até mesmo sofrer alucinações.
O Dr. Eduardo aponta que os distúrbios do sono podem ter várias causas, como estresse; ansiedade; consumo excessivo de cafeína; e exposição à luz azul antes de dormir; além de poderem ser sintomas de outras doenças neurológicas. E explica que, muitas vezes, pequenos ajustes no dia a dia já podem melhorar a qualidade do sono. “Por exemplo: manter horários fixos, tanto para dormir como para acordar, inclusive nos finais de semana; antes de dormir, evitar telas de luz azul, como celulares e computadores, que podem gerar dificuldade para o cérebro entender que é hora de descansar; reduzir a cafeína e o álcool ao final do dia; e criar um ambiente confortável, escuro e silencioso para dormir.”. Caso não consiga adormecer, o Dr. Eduardo recomenda não ficar “rolando na cama”, mas levantar e fazer algo relaxante, para, num segundo momento, tentar novamente.