O Dr. Eduardo Carabetta – médico neurologista – nos explica que a região lombar é responsável por sustentar boa parte do peso do corpo, além de ser fundamental para a mobilidade. Mas ela também está sujeita a lesões, como as decorrentes de posturas erradas ou mesmo do envelhecimento natural da coluna. Como nos relata o Dr. Eduardo, a dor lombar é uma das queixas mais comuns num consultório médico. Diversas podem ser suas causas, desde um simples mal jeito ou contratura muscular até algum problema um pouco mais grave.
Segundo o Dr. Eduardo, a dor lombar pode ser dividida em dois grandes grupos:
“Um, que abarca o que chamamos de dores mecânicas, cujas causas estão ligadas à má postura e ao sedentarismo, por exemplo: passar muito tempo sentado ou carregando peso de forma errada, o que pode sobrecarregar a coluna; desenvolver uma hérnia de disco, ou seja, quando há desgaste dos discos localizados entre as vértebras da coluna, os quais acabam comprometendo e comprimindo os nervos, levando a uma dor que pode irradiar para as pernas, conhecida como dor ciática; e contraturas musculares por excesso de esforço físico, podendo causar espasmos musculares na região lombar. Já o outro grupo de dor lombar é caracterizado por suas causas serem mais graves e menos comuns. Por exemplo: fraturas das vértebras, que mais frequentemente acometem pessoas com osteoporose ou após algum trauma; infecções e tumores na coluna, que, embora raros, podem causar dor persistente, principalmente quando se observa também febre e perda de peso; e algumas doenças inflamatórias, como a espondilite anquilosante, uma doença autoimune, que causa dor lombar crônica em pacientes jovens, a qual apresenta piora principalmente durante repouso.
O Dr. Eduardo observa que, na maior parte dos casos, a dor lombar melhora sozinha ou com medidas simples. Mas também aponta alguns sinais de alerta, indicativos da necessidade de avaliação médica. “Por exemplo: dor intensa e persistente por mais de seis semanas; dores que pioram à noite ou em repouso; dores associadas à fraqueza, formigamento ou perda de força nas pernas; alterações no controle de urina e fezes; perda de peso inexplicável; ou febre associada à dor.”
O tratamento da dor lombar depende basicamente de sua causa. Como nota o Dr. Eduardo, “em casos mais simples, medicações como analgésicos, relaxante muscular e fisioterapia com fortalecimento muscular resolvem o problema. Já em algumas situações mais graves, podem ser necessárias cirurgias, para correção de compressões de nervos, ou até mesmo bloqueios anestésicos, para casos mais refratários.”
Podem-se elencar alguns cuidados para a prevenção da dor lombar: manter uma boa postura ao sentar-se e ao levantar peso; fortalecer a musculatura com práticas regulares de exercício físico; evitar longos períodos na posição sentada ou deitada, sem se movimentar; e controlar o peso corporal, para não sobrecarregar a coluna.
“A dor lombar – diz o Dr. Eduardo – é extremamente comum, mas nem sempre é preocupante. Se a dor, no entanto, for persistente, intensa ou acompanhada por outros sintomas, é muito recomendável buscar o atendimento de um médico especialista, a fim de se realizar uma avaliação cuidadosa, o diagnóstico correto e o tratamento adequado.”